Buio for String Quartet

Date
Category
Chamber works

Info: Commissioned by Fundação Calouste Gulbenkian/Serviço de Música (Lisbon)
Instrumentation: Vln. I; Vln. II; Vla.; Vc.; Electronics
First Performance: Lisbon, Festival dos Quartetos de Cordas, 2022.01.22, Quarteto Tejo
Duration: 20′

Plus: Bruno Ferreira, electronics; Simone Conforti, computer music design; Filipe Fernandes, patch

 

Program notes: [PT] [ENG]

[PT] O escuro (buio) do meu Tempo também é esta desconexão com o interior, o “eu” interior; o religar que há em cada Ser Humano e que vai sendo desprezado – entre nós e connosco.

Qualquer trabalho de criação o procura ser, mas, em Buio, o apelo a uma conexão com o íntimo (o meu, para começar) assume dimensões reforçadas, certamente catalisado por um período de grandes oscilações que dispensa explanações (a desconexão que poderia não ser, mas que a Vida vai apresentando).

Neste “buio” há um mundo de confrontações e de contradições que se aceitam como a sombra aceita a luz para se projectar. Em blocos dilatados que se apresentam com diferentes ângulos – por vezes iluminados, por vezes neutralizados –, o quarteto mantém o seu olhar fixo (mas não imóvel) para a descoberta de mais um (in)finito que interpela…

 

[ENG] The dark (buio) of my Time is also this disconnection with the interior, the inner self; the reconnection that exists in every Human Being and that is being neglected – between us and with ourselves.

Any creative work seeks to be so, but, in Buio, the call for a connection with the intimate (mine, at first) takes on reinforced dimensions, certainly catalysed by a period of significant oscillations that needs no explanation (the disconnection that might not be, but that Life is presenting).

In this “buio”, there is a world of confrontations and contradictions that are accepted like a shadow accepts the light in order to project itself. In dilated blocks that present themselves with different angles – sometimes illuminated, sometimes neutralised -, the quartet keeps its gaze fixed (but not immobile) for the discovery of one more (in)finite that challenges…